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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O campeão dos verdugos

O anjinho da foto abaixo chamava-se Vasili Mikhailovich Blokhin e tem a terrível e truculenta honra de ser o carrasco mais eficiente da história, ao menos no que se refere a quantidade de pessoas executadas por ele próprio. Suas execuções podem chegar a dezenas de milhares e sua (triste) maior marca está estabelecida em 7 mil pessoas em 28 noites.


 




Ainda que as primeiras mostras de suas habilidades começaram a aparecer durante o Expurgo Stalinista, foi durante a invasão soviética da Polônia em 1940 que este carniceiro passou a dar o melhor de si mesmo.


Sob o amparo da Ordem Nº00485, emitida pela temida NKVD (Comissariado popular de assuntos internos,) e que dava luz verde à execução de oficiais poloneses, Vasili montou seu açougue particular em um campo de prisioneiros de guerra.



Ordem Nº00485 assinada por Stalin, Voroshilov, Molotov e Mikoyan. Esta ordem foi o estopim do Massacre de Katyn.




Primeiro fazia os prisioneiros passarem, um a um, em uma habitação pintada de vermelho conhecida como a Casa Stalinista. Ali realizava uma identificação superficial do prisioneiro e seguidamente fazia-o ir a uma habitação contígua que tinha as paredes acolchoadas e o piso inclinado para um sumidouro para sua melhor limpeza.





Soldados poloneses conduzidos ao campo de concentração.


Ali Vasili esperava, vestido com um avental de couro -igual ao utilizado pelos açougueiros- e luvas que cobriam até os ombros para proteger seu uniforme contra o salpique de sangue. Sem nenhum preâmbulo, colocava o prisioneiro contra a parede e desfechava um único disparo na cabeça. Vasili tinha um maleta com diversas pistolas, todas alemãs da marca Walther . Dizia que as soviéticas não aguentavam o seu ritmo e que as alemãs eram mais fiáveis e resistentes.





Depois o cadáver era retirado e entrava o seguinte. Com este sistema a intenção de Vasili era conseguir 300 executados por noite, em 10 horas de trabalho, mas ficou muito chateado por não conseguir a produção de 250 por noite, isto é, uma pavorosa média de um morto a cada dois minutos aproximadamente.








A cada noite eram necessários dois caminhões para transportar os corpos e tinham que cavar mais de vinte trincheiras em um bosque próximo para enterrá-los. Assustador.





Stalin concedeu-lhe a Ordem da bandeira vermelha por "...sua habilidade e organização no cumprimento das tarefas especiais encomendadas..."(sic).








Após a morte de Stalin e apesar de sua baixa com honras por seus "irretocáveis serviços", a Vasili sendo esquecido e encurralado assim como o período escuro do stalinismo. Morreu só, alcoólatra e por motivos não muito claros.



Monumento aos mortos no Massacre de Katyn.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O exército que preferiu se entregar aos crocodilos


Somente dezesseis quilômetros separavam a tropa dos soldados do outro lado da ilha. O exército de ocupação japonesa na costa da ilha Ramree, Birmânia, tinha uma meta relativamente próxima, mas no meio um pântano que deviam atravessar, e que resultaria uma armadilha da natureza tão trágica como a própria guerra.





Em meados de fevereiro de 1945, as praias ocupadas pelos japoneses sobre a costa da ilha Ramree, tinham deixado de ser um lugar seguro depois do ataque aliado. A ordem de retirada e reunião de tropas, implicava que mil soldados atravessassem uma zona de pantanal de água salgada terra adentro. A opção de render-se, jamais seria sequer cogitada.







A tarefa de atravessar bosques pantanosos e com a água até o peito, resultou ser uma péssima estratégia. Os soldados, cobertos de barro, submeteram-se às condições mais adversas imagináveis: lodo, fedor, um clima tropical, escorpiões, um exército de mosquitos famintos e sobretudo, crocodilos de água salgada com mais de 5 metros de comprimento dispostos a fazer um banquete.






A batalha de Ramree é um fato histórico sem dados precisos, para além dos depoimentos recolhidos entre as tropas aliadas que permitem reconstruir o que realmente aconteceu naquele fevereiro de 1945.






A resistência japonesa, encurralada no pântano, prosseguiu durante dias sem que jamais se rendessem. Com os dias, vários soldados morreram por fome ou falta de água, mas sobretudo, pelas péssimas condições do terreno e o espreito da fauna selvagem. O depoimento de um soldado aliado recorda o fato sinistro que seguramente ficou gravado para sempre em sua memória, durante uma noite de espreito no pântano:






"Entre o esporádico som dos disparos podíamos ouvir aterrorizados os gritos dos japoneses feridos, dilacerados pelas mandíbulas dos enormes répteis, e o inquietante e alarmante som dos crocodilos girando criava uma cacofonia infernal que rara vez se igualou na Terra. Ao amanhecer chegaram os abutres para limpar o que os crocodilos haviam deixado..."






Estima-se que o total de mortos no pântano atingiu várias centenas. Ainda entre tanta tragédia, aproximadamente 500 soldados japoneses conseguiram escapar e se unir a sua tropa. Uma vez finalizados os disparos e a resistência, os aliados adentraram a zona do pântano e resgataram somente 20 sobreviventes.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A inveja que originou a arte da Capela Sistina

No início do século XVI um jovem escultor e arquiteto chamado Michelangelo, cujo nome começava a ser conhecido de todos, já era tão invejado a ponto de que vários de seus amigos começavam a vê-lo com o mesmo grau de rancor e admiração.






Razão pela qual, certamente com a intenção de destruir sua carreira, Rafael e o famoso arquiteto Donato Bramante, que deu vida, entre outras grandes obras, à Capela Sistina, convenceram o Papa Julio II para que contratasse Michelangelo com a monumental obra de decorar e pintar o interior da capela.






Michelangelo, que era originalmente um escultor e não se considerava um grande pintor, se opôs veementemente a princípio. Mas pressionado ante a figura do Papa, terminou aceitando. A intenção de Rafael e Bramante era clara, aborrecer o jovem artista com uma épica obra de tamanha dimensão que Michelangelo terminaria se dando por vencido e assim mancharia seu nome.






Mas o esperado pelos rivais não ocorreu, e o famoso escultor, agora em seu papel de pintor, empregou quatro anos de sua vida criando uma das obras artísticas mais belas e reconhecidas da história, todo um tesouro cultural. Tanta era sua dedicação que inclusive chegou a pôr em risco sua própria saúde, já que ele pintou o teto da capela com tanta tenacidade que chegou a ter problemas nas costas por causa da incômoda posição que requeria a tarefa. Razão pela qual, depois de sofrer fortes e insuportáveis dores, criou um sistema de andaimes que permitiam ficar deitado e pintar ao mesmo tempo, já que ficava a poucos centímetros do teto.






Como bom perfeccionista que era não permitiu que ninguém observasse sua obra antes de finalizá-la, a não ser o Papa que regularmente ia chateá-lo com seus conselhos sobe aspectos da obra. Mas esta chateação não foi nada se comparada com o ódio e o rancor causado a Michelangelo ao se inteirar que Bramante, utilizando seu conhecimento da estrutura, e depois de pedir permissão ao Papa em pessoa, ingressou Rafael na capela. Rafael, depois de estudar detidamente os afrescos, ficou tão assombrado e maravilhado que, ao voltar à obra na qual estava trabalhando, a famosa Escola de Atenas na Stanza della Segnatura, fez um tributo a Michelangelo incluindo-o como peça central na obra. Na imagem abaixo podemos ver a obra em questão. Michelangelo é o homem sentado que sustenta a cabeça com a mão esquerda enquanto toma notas.


Ainda hoje em dia os estudiosos de arte discutem se a partir daquela visita, ademais, Rafael não teria tomado emprestado aspectos e a pose de Isaías de Michelangelo para sua própria versão de Isaías na igreja de São Agostinho. Ninguém saberá .

sábado, 14 de novembro de 2009

Bruxas de Salem



Não é privilégio da Inquisição o pavor e a perseguição das pessoas acusadas de "bruxaria": Na Vila de Salem, uma Colônia da Baía de Massachustts (New England), onde hoje é a cidade de Danvers, famoso ficou o julgamento e a condenação à morte de várias pessoas acusadas de feitiçaria.

Em janeiro de 1692, Elizabeth Parris de nove anos e Abigail Willams de onze, começaram a exibir comportamento estranho, como blasfêmias, gritos, ataques apoplécticos convulsivos, estados de transe etc. Logo outras meninas de Salem começaram a demonstrar comportamento semelhante e, incapazes de determinar qualquer causa física para os sintomas e comportamentos, os médicos concluíram que as meninas estavam sob influência de Satanás.

Orações e jejuns comunitários foram organizados pelo Reverendo Samuel Parris, pai de Betty e tio de Abigail Willians. Para descobrir a identidade das bruxas, Jonh, um índio, assou um bolo feito com centeio e urina das garotas enfeitiçadas e, pressionadas para identificar a fonte de suas aflições, as meninas nomearam três mulheres, inclusive Tituba, índia escrava do Reverendo Parris, além de Sarah Good e Sarah Osborne.

Embora Osborne e Good tenham alegado inocência, Tituba confessou ter visto o Diabo, o qual aparecia para ela "as vezes como um porco e as vezes como um grande cachorro", tendo ainda Tituba testemunhado que havia uma conspiração de bruxas em Salem.

Em 1º de março, os magistrados John Hathorne e Jonathan Corwin examinaram Tituba e as outras duas mulheres na casa de reuniões de Salem. Tituba confessou a feitiçaria praticante. Nas semanas seguintes outras pessoas da cidade testemunharam que eles tinham sido prejudicados pelas bruxarias e, tendo continuado a caça às bruxas, foram feitas acusações contra diversas pessoas, principalmente mulheres cujo comportamento estava perturbando de alguma maneira a ordem social e convenções do tempo. Alguns acusados tinham registros criminais, inclusive de feitiçaria, mas outros eram devotos e pessoas consideradas na comunidade.

Martha Carey é acusada de feitiçaria em 12 de março. A enfermeira Rebecca é denunciada em 19 de março. Martha Carey foi examinada pelos magistrados em 21 de março e Rebecca em 24 de março. E seguiram-se várias acusações e exames dos supostos feiticeiros.

Abigail Hobbs, Bridget Bishop, Giles Corey, e Mary Warren foram examinados em 19 de abril. Só Abigail Hobbs confessou.

Sarah Osborne morreu na prisão de Boston em 10 de maio.

Em 27 de maio o recém chegado governador, Sir William Phips, fundou um Tribunal especial de Oyer e Terminer composto de sete juízes para julgamento dos casos de bruxaria. Compuseram o Tribunal: William Stoughton, Nathaniel Saltonstall, Bartholomew Gedney, Peter Sergeant, Samuel Sewall, Wait Still Winthrop, John Richards, John Hathorne, and Jonathan Corwin.

Os julgamentos foram baseados nas confissões, em atributos sobrenaturais como marcas etc, e com base nas reações das meninas atingidas pela bruxaria. Foi considerado inclusive que o diabo poderia assumir o aspecto de uma pessoa inocente.

Em 2 de junho Bridget Bishop foi o primeiro a ser considerado culpado e condenado à morte. Nathaniel Saltonstall abandonou o tribunal insatisfeito com seus procedimentos. Sendo Bishop enforcado em Salem em 10 de junho de 1692. Bridget Bishop: "Eu não sou nenhum bruxo. Eu sou inocente. Eu não entendo nada disso".

Giles Corey alegou inocência da acusação de feitiçaria, mas subseqüentemente recusou levantar-se diante do tribunal. Esta recusa significou que ele não podia ser julgado legalmente. Porém, os examinadores dele escolheram sujeitá-lo a interrogatório mediante tortura, colocando pesadas pedras em cima de seu corpo. Ele sobreviveu a esta brutal tortura durante dois dias e morreu.

Em 19 de julho Rebecca Nurse, Martha Carey, Susannah Martin, Elizabeth Howe, Sarah Good, e Sarah Wildes foram executadas.



A sentença de Martha Carey, datada de 10 de junho, informa que: "O Tribunal de Oyer e Terminer, reunido na Casa de Reuniões da Aldeia de Salem, tendo ouvido o testemunho de diversas pessoas, considerou Carey culpada do crime de 'heresia', acusada de ter ajudado e auxiliado bruxas, causado dores e sofrimentos para sua família e demais parentes; matado umas quarenta e cinco aves raras e vários suínos na Aldeia de Danvers e em suas proximidades; posto uma 'maldição do diabo' nas meninas de Parris e em Goody Laurence, causando muita doença e miséria; comido vidro quebrado..."

Segue ordem para o Xerife George Corwin "confinar Martha Carey na cadeia da prisão de Salem até 19 de julho de 1692, ocasião em que, quando o sol estiver alto, ela será executada. Dê-lhe um gorro preto e leve-a segura para a Colina da Execução em Salem e coloque-a na forca. Ela será pendurada pelo pescoço até a morte. Possa Deus perdoar sua alma má". (Documento que se encontra no Peabody Essex Museum, juntamente com outros 551 documentos, todos referentes aos julgamentos das bruxas de Salem)

Em 19 de agosto, George Jacobs, Martha Carrier, George Burroughs, John Proctor, and John Willard foram enforcados.

Margaret Scott, Mary Easty, Alice Parker, Ann, Pudeator, Wilmott Redd, Samuel Wardwell, e Mary Parker foram enforcadas em 22 de setembro.

O tribunal foi dissolvido pelo Governador Philips em 29 de outubro, depois de executadas 20 pessoas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Herói ou Bandido ?




Virgolino nasceu no dia 07 de Julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, na Serra Vermelha, atual Serra Talhada. Seus pais eram José Ferreira e Maria Sulena da Purificação.

O bando do mais temido dos cangaceiros, entrava cantando nas cidades e vilarejos. Com chapelões em forma de meia lua ricamente ornamentados com moedas de ouro e prata e roupas de couro, os bandidos chegavam a pé e pediam dinheiro, comida e apoio. Se a população negasse, a cantiga cedia lugar à marcha fúnebre: crianças eram seqüestradas, mulheres violentadas e homens, rasgados a punhal. Mas, caso os pedidos fossem atendidos, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, organizava um baile e distribuía esmolas.

Na manhã seguinte, antes que os soldados da volante viessem, o bando partia em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando o rastro com uma folhagem.



Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgolino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.

Fisicamente, Lampião era um homem de 1,70 m de altura, amulatado, corpulento e cego de um olho. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.

Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.

A sua sanha assassina foi despertada em 1915. Virgolino contava com 18 anos quando um coronel inimigo encomendou a morte de seus pais.

- "Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.

Alistou-se em um bando de cangaceiros e foi logo promovido a líder. Envolveu-se em cerca de 200 combates com as "volantes", que resultaram em um milhar de mortes. As "volantes" eram constituídas de "cabras" ou "capangas" que eram familiarizados com o sertão. Elas acabaram tornando-se mais temidas pela população do que os próprios cangaceiros, pois além de se utilizarem da violência, possuíam o respaldo do governo.

O célebre apelido, recebeu depois de iluminar a noite com tiros de espingarda para que um companheiro achasse um cigarro.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Grande Pirâmide de Gizé


De todas as maravilhas da Antiguidade, a Grande Pirâmide de Gizé, localizada no Egito, é a única que pode ainda ser contemplada pelos turistas da atualidade. Sendo prova da veneração que os egípcios mantinham pelo faraó, esse monumento questiona muitos dos preconceitos que costumam ligar o Mundo Antigo às ideias de “simplicidade” e “incipiência”. Construído por volta de 2550 a.C., o suntuoso monumento de 137 metros de altura contou com o trabalho de 100 mil homens ao longo de 20 anos.

A Grande Pirâmide, na verdade, compõe um conjunto de construções que nomeiam as chamadas Pirâmides de Gizé. Sendo somente ela reconhecida como uma maravilha, foi uma obra encomendada pelo faraó Quéops, que pretendeu utilizar aquele grandioso projeto para abrigar o seu sarcófago e todas as outras preciosidades que deveria carregar em sua outra existência. Até a construção da torre Eiffel, no século XIX, a pirâmide desse faraó deteve o posto de mais alta construção do mundo.

Um dos mistérios ainda não completamente resolvidos sobre a pirâmide de Gizé diz respeito à sua própria construção. Como os egípcios levantavam aqueles pesados blocos de pedra que, em média, pesavam cerca de três toneladas? Para responder essa questão, os cientistas trabalham com duas teorias. A primeira sugere que cada pedra era deslocada com o uso de embarcações ao longo do rio Nilo. Outra teoria cogita que os blocos tivessem sido construídos pelos próprios egípcios com o uso de um tipo de cimento.

Para que o encaixe das pedras fosse executado, acredita-se em três possibilidades que explicam o manejo das pedras na construção. Uma primeira teoria diz que os blocos eram arrastados por meio de uma rampa próxima à base da pirâmide. Outra explicação trabalha com a hipótese de que as paredes externas da pirâmide possuíssem rampas que levavam os blocos às partes mais altas. Recentemente, o arquiteto Jean-Paul Houdini cogitou que os blocos mais elevados tivessem sido carregados com rampas internas.

O conhecimento sobre a estrutura interna da Grande Pirâmide ainda atordoa vários pesquisadores e egiptólogos fascinados pelo objeto. Até hoje, foram descobertas apenas três câmaras no interior da construção: a Câmara Real, que abrigava os restos do faraó; a Câmara Secreta; e a Câmara da Rainha. Para descobrir outros compartimentos na pirâmide, os cientistas teriam que ser obrigados a utilizar explosivos que poderiam comprometer a estrutura da mesma.

Entre outras peculiaridades, podemos ainda citar que a Grande Pirâmide de Gizé era originalmente toda revestida com pedra calcária polida. Esse acabamento deu um “efeito visual” para a construção do faraó Quéops: a pirâmide brilhava quando exposta ao sol. Infelizmente, boa parte do revestimento brilhante foi roubado há mais de 600 anos. Além disso, os construtores criaram várias câmaras e corredores inúteis para dificultar um possível saque dos bens do faraó.

Para garantir que todos os caprichos do faraó fossem devidamente cumpridos durante a execução do projeto, existia um corpo de funcionários designado para cuidar dos recursos e trabalhadores ligados à tumba. Segundo alguns historiadores, o processo de construção da pirâmide não só reafirmava a supremacia político-religiosa do faraó, mas também servia para mobilizar diversos indivíduos que moravam em diferentes regiões do Egito.

Samurais - História dos Samurais






Classe guerreira do Japão ou os membros desta classe. Os samurais apareceram como administradores das províncias que representavam os cortesãos ricos residentes na capital Kyoto. Formaram uma casta privilegiada até 1871, quando todo o sistema feudal foi abolido.
Os samurais, que formavam uma classe social, serviam aos clãs poderosos chamados daimios e a senhores militares ou xoguns, que governaram o Japão do século
XII até 1867. Os samurais orientavam-se por um estrito código chamado bushido ("a conduta do guerreiro"), que unia o ideal de lealdade e o de sacrifício.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

É verdade que quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Gouveia e não Pedro Álvares Cabral ?


por Roberto Navarro


Alguns pesquisadores levantaram essa polêmica do sobrenome do nosso descobridor na década de 1990. Para eles, havia duas evidências de que Pedro Álvares chamava-se Gouveia e não Cabral. Primeira evidência: em três documentos publicados entre 1497 e 1500, o rei de Portugal se refere ao descobridor como "Pedro Álvares Gouveia". Segunda evidência: de acordo com as regras genealógicas da época, apenas o filho mais velho poderia usar o sobrenome do pai. Pois bem: nosso Pedro Álvares era filho de Fernão Cabral e Isabel de Gouveia, e já tinha um irmão mais velho, João Fernandes Cabral. "Pedrinho", então, teria de se conformar com o sobrenome Gouveia - pelo menos até a morte do irmão, o que só teria ocorrido em 1508 - oito anos depois do descobrimento, portanto. Parece que tudo se encaixa e Pedro Álvares seria na verdade Gouveia e não Cabral, né? Só que, logo depois de lançada a confusão do sobrenome, alguns historiadores mostraram que a história não era bem essa. "Naquele tempo, o nome da família do pai não era dado apenas aos primogênitos, como se pode ver em muitos exemplos práticos. Além disso, o nome Pedro Álvares Cabral já havia sido mencionado antes, em um documento de 1484", afirma o historiador português José Manuel Garcia, da Academia de Marinha de Portugal. Ou seja: antes do descobrimento, Pedro Álvares já havia usado os dois sobrenomes. Mas o sobrenome que passou para a história foi Cabral. Por isso, dá para dizer com certeza que quem descobriu o Brasil foi Cabral - e não Gouveia.

Quem eram os druidas ?


por Roberto Navarro



Eram os sacerdotes dos celtas, um povo que vivia numa vasta área da Europa Ocidental, englobando a atual França, partes da Bélgica, oeste da Alemanha, norte da Itália e indo até as ilhas Britânicas. "Toda a informação que possuímos sobre os druidas é muito vaga, porque provém de autores como gregos e romanos, que eram inimigos deles", afirma o historiador Vicente Dobroruka, da Universidade de Brasília. Nos relatos do general romano Júlio César, que conquistou boa parte do território celta no século 1 a.C., os druidas aparecem como chefes religiosos politeístas (que acreditavam em vários deuses), cheios de rituais que incluiriam até sacrifícios humanos, o que nunca ficou comprovado - o que se sabe é que eles tinham cerimônias de "iluminação", como a gente mostra nos desenhos abaixo. No início da era cristã, depois que os celtas foram conquistados pelos romanos, os druidas passaram a ser perseguidos, em especial pelo imperador Tibério, entre 14 e 37 d.C. Com o cerco, os druidas desapareceram, embora sua influência cultural tenha permanecido, principalmente na França e na Grã-Bretanha, onde algumas de suas idéias mesclaram-se ao cristianismo.

Droidos dremais
Rituais mutcho locos faziam sacerdotes ter alucinações
1. Os druidas tinham vários rituais para ter visões, iluminações ou realizar profecias. Na cerimônia conhecida como Imbas Forosna, um druida entrava numa câmara escura, que podia ser uma caverna ou um grande buraco cavado no chão

2. Dentro da caverna, ele deitava-se e era coberto por peles para ficar em total escuridão. Outros druidas passavam vários dias no escuro cantando em volta de seu corpo, enquanto tocavam maracas e tambores em ritmo hipnótico

3. Depois de um longo período em total escuridão, sem comer e ouvindo os sons dos companheiros, o druida era finalmente descoberto e subitamente arrastado para fora da caverna, exposto à luz do dia. Imagina o baque!

4. Acreditava-se que o choque de ser retirado da total escuridão e lançado num ambiente de forte claridade colocava o druida num estado de consciência alterada, que permitia a ele ter visões e fazer profecias

sábado, 26 de setembro de 2009

A história por detrás de Bastardos Inglórios de Tarantino

"Meu pai era um Maldito Bastardo mas não escalpelava nazistas, nem lhes tatuava a suástica na testa com a navalha, tampouco degolava. Meu pai, Peter Masters (1922-2005), apagou sua identidade e todo seu passado para alistar-se na "X Troop" britânica ou comando clandestino judeu de elite que participava em arriscadas, e muitas vezes suicidas missões de informação para o exército aliado. O pornográfico açougue tarantiniano mostra uma realidade enviesada de violência gratuita bem longe do valor e intrepidez de meu pai. A história real é ainda melhor". - Kim Masters.




Peter Masters, antes Peter Arany, foi um dos 88 refugiados judeus e repudiados pela Alemanha nazista, que formaram este comando de elite que trabalhava sempre ao outro lado da frente dissolvendo com o inimigo. 21 deles morreram de forma selvagem em alguma missão e outros 23 foram feridos gravemente. Dos 44 que participaram no desembarque na Normandia, 27 foram assassinados, feridos ou feitos prisioneiros. Eram um comando clandestino, fora de toda estatística, regulamento público e protocolo militar; baseado no voluntariado e promovido pela vingança pessoal dos que foram reprovados e torturados pelo integrismo nazista em território alemão. Foi um dos segredos melhor guardados da Segunda Guerra Mundial. Até o final dos anos 60 ninguém sabia dos que demonstravam e explicavam sua existência.



Uma das barcaças que participaram no desembarque

A Tropa X nasceu em 1942 sob o comando de Louis Mountbatten (reputado diplomata e marinheiro inglês) e como resposta à otimização dos recursos britânicos em território estrangeiro. Louis pensou no agrupamento de unidades por nacionalidades para melhorar as coesões de grupo nas forças especiais. Em julho de 1942 o capitão Bryan Hilton Jones -um avantajado militar montanhês e professor de idiomas- solicitou a conformação de um grupo segregado para atividades de imersão nas linhas inimigas. Mais de 10 mil candidatos e refugiados judeus negociaram a solicitação promovidos pela revanche do ódio acumulado em seu martírio nazista. A maioria foram recusados por seu estado físico. Ao final mil homens foram recrutados para o comando, ainda que somente 88 chegaram a sub-oficiais. Tinha nascido a Tropa X. Nome dado por Winston Churchill, em elogio a valentia destes "guerreiros desconhecidos".- "Vingar dos nazistas era uma motivação sempre presente na Tropa X. Mas nosso comando era a antítese das sempre incômodas denúncias por fazer justiça como "Cordeiros no matadouro". Peter Masters- "Matamos as pessoas, sim; mas com "elegância", sem esse tipo de coisas". Tony Firth da Tropa X e amigo fiel de Peter Masters, ao conhecer o roteiro do filme de Tarantino.- "Ainda tenho, com 88 anos, pesadelos e remorsos daquela tarde. Minha companhia lançou uma granada desde retaguarda enquanto eu esperava do outro lado da trincheira inimiga. Em um instante um jovem soldado alemão saiu com as mãos levantadas e disparei. Eu não queria matar ninguém com os braços levantados. Isto me tortura até hoje". Peter Terry da Tropa X.


A Tropa X e retaguarda avançando para Benouville.
Depois da seleção foram treinados duramente no País de Gales em artes bélicas das forças especiais britânicas; particularmente em pára-quedismo, escalada, rapel e o manejo de explosivos. Também foram obrigados a queimar qualquer documento que revelasse sua antiga identidade e a praticar sua nova assinatura durante horas até sua perfeita execução. Isto incluía a desconexão total com o meio familiar e pessoal anterior. O conhecimento do alemão e seu impecável sotaque eram requisitos imprescindíveis para a militância no grupo de eleitos para assim poderem mimetizar-se em território inimigo e poder realizar os interrogatórios a prisioneiros com as máximas garantias.Para os alemães, os integrantes destes comandos eram bastardos e desertores militares, carniças, soldados e judeus insubordinados. Uma ordem direta de Hitler em 1942 ordenaria o fuzilamento imediato dos desertores pátrios sem glória ou "gansters da sabotagem", como ele mesmo os chamava.A mais importante encomenda da Tropa X foi o trabalho estratégico e de informação antes, durante e após o
desembarque na Normandia em 6 de junho de 1944. Antes do dia "D" foram enviados até 3 vezes a comprovar 'in loco', com seus próprios pés, se as praias francesas estavam minadas com artefatos HairTrigger (minas de detonação super sensíveis) ou com minas convencionais. O depoimento de Peter Masters sobre a avançada posterior em "Sword Beach" é estremecedor:Cruzamos em silêncio as turbulentas águas do Canal inglês. Alguns de meus camaradas morreram antes inclusive de sair da lancha de desembarque. Eu levava uma mochila carregada, uma metralhadora, um montão de pentes e granadas, uma bicicleta dobrável e uma longa corda de cânhamo para salvar a "Ponte Pegasus" no caso que os alemães tivessem voado para impedir nosso avanço.Seguimos com nossas bicicletas em direção à aldeia de Benouville após deixar a praia, até que o colega batedor foi alvejado na cabeça por uma balaço inimigo. Refugiamos-nos até novo aviso. O capitão ordenou-me então que encabeçasse de novo a expedição rumo à aldeia, mas não de forma discreta senão por metade do caminho. Entendi que se tratava de localizar as posições inimigas com seus disparos. Senti o cheiro de uma sentença de morte mais que provável mas aceitei.Tratei de improvisar recordando a cena do filme 'Gunga Din' no qual Cary Grant, em uma situação similar e rodeado de inimigos, começou a gritar friamente: "Vocês todos estão presos!". Assim, enquanto caminhava pelo meio da estrada, comecei a vociferar em alemão: "Rendam-se todos e saiam daí! Vocês estão completamente cercados e não têm escapatória!"O efeito foi demolidor. Após um longo silêncio vi só a cabeça de um soldado alemão que disparou em minha direção infrutiferamente. Devolvi o fogo cruzado quando me dei conta todos os inimigos tinham delatado sua posição e minha tropa completa me cobria os flancos.
Em setembro de 1945 o comando dissolveu-se, mas muito de seus membros seguiram participando nas operações militares das forças de ocupação, seguindo pequenos grupos de resistência nazista, os covardes fugitivos criminosos de guerra ou traduzindo documentos apreendidos em território ocupado.
Peter Masters abandonou sua condição de "bastardo sem glória" para converter-se em um reputado diretor de arte de uma cadeia de televisão americana. - "Começou como um 'bastardo sem glória', justamente o contrário do que é agora". Recorda sua filha. Seu coração falhou em 2005, com 83 anos, enquanto jogava um partido de tênis em uma escola de Rockville em Maryland; e sem conhecer o filme do menino mimado de Hollywood que hoje distorce com cenas sanguinolentas seu cruel, mas valente legado.



Peter no 65° aniversário do desembarque.




Fontes:
Escrevi o artigo sem ver -ainda- o filme de Tarantino, para tentar oferecer uma visão mais objetiva e equânime da verdadeira história deste comando. A primeira coisa que encontrei foram diversas entrevistas e artigos de sua filha tentando descontaminar inutilmente o passado de seu pai. Peter Masters demorou quase 15 anos para escrever suas incríveis memórias militares: "Striking Back: A Jewish Commando's War against the Nazis".
















sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os 20 países mais pobres do mundo - 2009



A lista de países mais pobres do mundo não mudou muito em relação a lista de 2008. Segundo o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, tudo permanece como antes no quartel de Abrantes em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano, a África ocupa todos os postos.



A diferença é que este ano, a UNDP apresentou o IPH, Índice de Pobreza Humana que leva em conta o número de mortes de recém nascidos, percentagem de adolescentes com formação escolar básica, crianças abaixo do peso, quantidade de famílias que vivem com menos de 1 ou 2 dólares/dia, entre outros fatores. Este índice comtempla três países fora do continente Africano: Timor Leste, Bangladesh e Papua Nova Guiné.

Por esta tabela equivale a dizer que 6 em cada dez chadianos vivem abaixo da linha de pobreza, passam fome. Este número chega a ser nauseante se comparado aos 2 trilhões de dolares que o governo estadunidense injetou nos bancos para socorrer os milionários que causaram a bolha.

É difícil concordar com os números da tabela -que você pode baixar neste link- em relação a pobreza do Brasil, indica que somente 9,7% da população está abaixo da linha da pobreza.

Índice de Pobreza:

Chade - 56.9%
Mali - 56.4%
Burkina Fasso - 55.8%
Etiópia - 54.9%
Níger - 54.7%
Guiné - 52.3%
Serra Leoa - 51.7%
Moçambique - 50.6%
Benin - 47.6%
Guiné-Bissau - 44.8%
Central Africano República - 43.6%
Senegal - 42.9%
Timor-Leste - 41.8%
Zâmbia - 41.8%
Gâmbia - 40.9%
Bangladesh - 40.5%
Papua Nova Guiné - 40.3%
Zimbábue - 40.3%
Angola - 40.3%
Costa do Marfim - 40.3%
Índice de Desenvolvimento Humano:

Serra Leoa - 0.336
Burkina Fasso - 0.370
Níger - 0.374
Guiné-Bissau - 0.374
Mali - 0.380
Central Africano República - 0.384
Moçambique - 0.384
Chade - 0.388
Etiópia - 0.406
Congo (República Democrática do) - 0.411
Burundi - 0.413
Costa do Marfim - 0.432
Zâmbia - 0.434
Benin - 0.437
Malawi - 0.437
Angola - 0.446
Ruanda - 0.452
Guiné - 0.456
Tanzânia (República Unida da) - 0.467
Nigeria - 0.470

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De onde vem o inglês da inglaterra?


Quando falamos em inglês tradicional é comum pensarmos no inglês britânico. Mas a língua inglesa vem de muito antes e sofreu diversas modificações, afinal, por mais que conheçamos Romeu e Julieta, não se fala mais o mesmo inglês que Sheakespeare falava. As línguas se transformam e variam de acordo com a cultura de cada local, por isso muitas vezes temos dialetos, que são variações grandes de uma mesma língua que, no final das contas, acaba parecendo uma nova.

Porém, o inglês que conhecemos hoje nasceu sob influências de vários idiomas, muitos que hoje não se falam mais. Considerando o inglês como uma criança, podemos dizer que seus pais foram três : os Anglo-saxões ( germânicos), os Nórdicos e os Românicos. Você está achando estes nomes esquisitos? Veja quem são eles:

Anglo-Saxões: Povos que invadiram a Grã- Bretanha e lá se estabeleceram depois da saída dos romanos.
Nórdicos: Povos do norte da Europa.
Românicos: Povos vindos da região da Península Itálica.

Muitas palavras características do inglês, portanto bem diferentes das nossas, são de origem anglo-saxônica e germânica. Estes povos estabeleceram-se na Grã-bretanha desde o século V. Muitas pessoas dizem que quando se sabe falar inglês, tem-se mais facilidade de se aprender o alemão. E isto é verdade, visto que a origem destas duas línguas é a mesma, ambas vieram dos anglo-saxões e dos germânicos.

Mas por que, mesmo tendo a mesma raiz, esses idiomas têm muitas diferenças? Isto acontece devido às demais influências que essas línguas receberam. Os Celtas influenciaram na formação do inglês, mas não muito, pois as grandes marcas da língua céltica permaneceram no escocês e no irlandês ( mas não se esqueça de que na Irlanda e na Escócia a língua mais falada é o inglês com seus sotaques característicos).

O Império Romano continuou mantendo contato com a Inglaterra, portanto podemos ver algumas marcas deixadas pelo latim (língua falada pelos romanos). Este idioma é uma das grandes bases da língua portuguesa, sendo assim as palavras em inglês provenientes do latim são freqüentemente familiares para nós. Ex.: liberty (liberdade), martyr ( mártir), angel ( anjo), disciple ( discípulo) etc.

A seguinte influência mais importante foi a dos dinamarqueses e escandinavos que invadiram a Grã-bretanha nos séculos IX e X. Esses dois povos foram chamados, de maneira geral, de Vikings. A influência deles foi maior que a dos celtas e palavras como call (chamar/telefonar), take (levar), leg (perna), bastante usadas até hoje, são fruto desses últimos.

Por volta de 1066, o trono inglês passou para as mãos de normandos que falavam francês e eram católicos. Portanto, vê-se na Inglaterra a volta de uma grande influência das línguas românicas ( basicamente o francês, o italiano, o espanhol, o português e o romeno) que possuem como base o latim, como já foi mencionado. As palavras latinas eram geralmente a respeito de lei e governo ( justice –justiça/ tax- taxa) e de conceitos abstratos como caridade (charity) e conflito ( conflict).

De lá para cá houve muitas idas e vindas das influências de vários idiomas sobre o inglês, afinal a língua varia de acordo com os costumes e a cultura de cada povo. Se muitos idiomas influenciam o inglês, este influencia o português consideravelmente. É muito importante que haja trocas culturais e lingüísticas entre os povos, porém também é necessário que se preserve a língua e as expressões de um povo. Podemos utilizar palavras inglesas no português, mas não devemos nos esquecer de que nossa língua é muito rica e muitas vezes é desnecessário pegar palavras emprestadas de outras, já que conseguimos nos expressar bem e criativamente com o nosso próprio idioma.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Crepúsculo no amanhecer de Passchendaele

A imagem abaixo é realmente arrepiante foi feita em Passchendaele, Bélgica, durante a atroz batalha de Passchendaele em 1917. Vemos um batalhão médico australiano limpando a área e fazendo os primeiros socorros aos sobrevivientes








Ao vasculhar as imagens de antes e depois de Nagasaki, vemos sem necessidade alguma de palavras o poder destrutivo da bomba atômica. O que resulta impressionante aqui é olharmos o antes e o depois (imagem abaixo) da Terceira Batalha de Ypres. Nenhuma bomba atômica, senão o desejo de destruição e o poder bélico humanos que praticamente varreu o pequeno povoado belga de Passchendaele do mapa. Nesta batalha morreram aproximadamente 850 mil soldados, 300 mil do lado Alemão e 550 mil do resto dos países lutando contra a Alemanha. Novamente, todo rastro de vida e civilização desaparece.

Esta batalha seria emblemática, e inspirou a maior quantidade de filmes e obras sobre a Primeira Guerra, na qual vemos o soldado lutando em uma trincheira inundada pelas intensas chuvas.




Por alguma razão este tipo de imagem sempre faz lembrar também a fotografia da Catedral de Colônia, durante a Segunda Guerra, que sobreviveu praticamente intacta em uma cidade arrasada pelas bombas. E novamente, esse desejo destrutivo da humanidade, já que a razão pela qual não foi bombardeada foi porque os pilotos aliados a utilizavam como guia para se localizar durante os bombardeios.









terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os oito afortunados - as únicas pessoas que sobreviveram as duas bombas atômicas









No Japão eles ficaram conhecidos como os Oito Afortunados, e são as únicas pessoas que estiveram tanto em Hiroshima como em Nagasaki quando as bombas atômicas foram lançadas.

Conquanto é muito provável que mais pessoas tenham sobrevivido a ambas detonações, aliás o Museu da Paz em Hiroshima calcula que existiram 160 Niju Hibakusha -tradução literal: pessoas duplamente bombardeadas-, a falta de registros por parte do governo e o caos depois da rendição do Japão permitiram a confirmação de somente oito casos.
Frustrado com este panorama o afamado produtor de TV Hidetaka Inazuka decidiu filmar um documentário chamado "Niju Hibaku" no qual entrevista o último sobrevivente, Tsutomu Yamaguchi, de 90 anos e do que aparentemente sai a história de Enemon.
Yamaguchi era um engenheiro da Mitsubishi trabalhando no porto de Nagasaki. O destino quis que no fatídico 6 de Agosto, no qual foi detonada a nefastamente famosa "Little Boy" de 13 kilotons, ele se encontrasse em Hiroshima em uma viagem de negócios a fim de assegurar o fornecimento de peças de reposição ao estaleiro de Nagasaki.
No momento exato da explosão encontrava-se a 2 Km da Zona Zero guarnecido por uma fortificada instalação da zona industrial de Hiroshima.
No entanto, o calor intenso e os tremores fizeram que sofresse fortes queimaduras e contusões por todo corpo. Só recorda ver o flash e o quão difícil era respirar com o ar tão quente.
Depois de ver o caos e o descontrole passou dois dias tentando voltar a sua cidade. Ao chegar, apesar das feridas decidiu reportar o ocorrido a seu chefe que, como toda a população do Japão, não sabia nada sobre o ocorrido.
Como engenheiro Tsutomu sabia que a arma utilizada em Hiroshima não era nada convencional e temia que a guerra já estivesse perdida. Seus temores se confirmariam nesse mesmo dia, em 9 de Agosto, explodiu a segunda bomba, Yamaguchi se encontrava nos escritórios do estaleiro a uns 3 Km da zona zero reportando e descrevendo tudo o que havia visto 3 dias atrás.
Voltou a sentir o calor intenso e nesse momento, segundo suas palavras "aterrorizado pensei que as explosões estavam me seguindo". Quando saiu às ruas chegou a pensar que era chegado o fim do mundo.
Felizmente desde esse então Tsutomu pôde viver uma vida pacífica e formar uma família. Já aposentado segue vivendo em Nagasaki e dedica seu tempo livre a escrever poesias.


O alpinista que desceu a montanha se arrastando e com os tornozelos rompidos


A guerra entre o homem e montanha é milenar. Esta aventura espetacular conta a vitória de um homem que fez história ao vencer uma das montanhas mais perigosas do mundo: o "Baintha Brakk" conhecida também como "O Ogro", pelo respeito que suscita. O britânico Doug Scott foi o primeiro a vencer a montanha e, com ambos tornozelos fraturados por um acidente, demorou sete dias para descer até sua base deslizando, naquela que é considerada uma das maiores façanhas do alpinismo.



"O Ogro" é uma montanha muito escarpada de 7.285 metros situada em uma sub-cordilheira do grande Carakórum (em turco: "pedreira negra"). Seu nome faz honra a sua lenda e suas formas -sua face leste é uma grande parede vertical de rocha- intimidaram dezenas de alpinistas. Poucos ousaram desafiá-la e a maioria saíram derrotados em suas tentativas. Só 2 expedições das mais de 20 organizadas ao longo da história conseguiram chegar ao seu topo. Doug Scott e seu colega Chris Bonington -dois dos melhores alpinistas da história- foram os primeiros a colocar a bandeira britânica na cabeça do Ogro. A expedição organizada no verão de 1977 e que atingiu o topo em 17 de julho era composta por Mo Anthoine, Clive Rowland, Nick Estcourt e Tut Braithwaite.


O Ogro de 7.285 metros

Foram necessários mais de 30 anos até que outra expedição conseguisse coroar de novo "O Ogro". Em 21 de julho de 2001 um grupo de alpinistas alemães (Urs Stöcker, Iwan Wolf, e Thomas Huber) conseguiram atingir o cume mas por uma via bem mais singela que a dos ingleses.

O cúmulo de desgraças e acidentes da expedição pioneira converteram a empreitada em uma aventura inesquecível com mostra da tenacidade e empenho de um par de homens por superar à grande "besta". A primeira tentativa de atingir o cume após levantar o acampamento base foi pela perpendicular no grande esporão central. Uma parede de rocha a mais de 1.500 metros de altura que intimida só de ver sua sombra. Ao tentar avançar, o desprendimento de uma pedra acertou o quadril de Tut Braithwaite produzindo uma deslocamento e a primeira das baixas da expedição.

A segunda tentativa foi no flanco oeste, não tão vertical, mas não menos perigoso pela presença de grandes "seracs" misturados com rocha e gelo. Por aí o grupo conseguiu estabelecer um acampamento a 6.400 metros de altitude onde organizaram o ataque final ao topo oeste para mais tarde chegar ao principal.

Subindo a montanha, nada permitia pressagiar o que viria a acontecer.

No topo oeste foi superado com muita dificuldade em 15 de julho por Doug Scott, Chris Bonington, Mo Anthoine e Clive Rowland. Animados pelo sucesso decidem "rapelar" até a chapada que separa o topo oeste do pico principal e acampar ali em uma gruta de neve construída por eles e atacar o topo na madrugada seguinte. Mo Anthoine e Clive Rowlandlos abandonaram a tentativa por estarem esgotados.

Em 17 de julho depois de mais de 15 horas seguidas de escalada Doug Scott e Chris Bonington chegam ao cume pela primeira vez no "Baintha Brakk" sem aperceber-se que a noite espreitava sem trégua, convertendo a descida até a chapada em uma perigosa aventura. No primeiro rapel Doug Scott escorregou e ficou dependurado na corda. No pêndulo de recuperação calculou mau e deu de cara nas rochas; resultado: óculos quebrados, dois tornozelos fraturados e a sensação de ter cavado sua sepultura ali mesmo a 7.200 metros. Panorama muito sombrio.

Depois dos gritos de dor, o silêncio. Não podia apoiar os pés de nenhuma das maneiras. Por alguns instantes Doug pensou que era o final. Não seria possível que seu colega o carregasse como um inválido até o acampamento base. Decidiu arrastar-se, decidiu lutar.



Doug Scott na descida da montanha já com os tornozelos quebrados.

À manhã seguinte, depois de dormir em uma plataforma, Doug e Chris iniciaram uma descida que durou mais de 7 dias inteiros. Sua escassa velocidade e a falta de ritmo fez com que seus colegas do acampamento acreditassem que estavam mortos e iniciassem erroneamente a retirada. Só seus colegas Mo Anthoine e Clive Rowlandlos permaneciam ainda na chapada.

Os trechos combinavam-se. Algumas poucas vezes Chris carregava o acabado Doug como podia nas suas costas. Em outras, Doug deslizava sobre seus joelhos com a ajuda da corda e descia bem devagar no rapel com destino ao vazio. Quando o trecho era horizontal Doug se arrastava lentamente utilizando os cotovelos. Os últimos cinco quilômetros Doug fez de quatro (sobre os joelhos) destroçando as rótulas e as mãos.

Mas os acidentes não tinham terminado. Depois de dois dias refugiados por causa de uma forte tormenta em uma gruta de neve quando Chris contraiu uma severa pneumonia, continuaram com a descida. As debilidades e o cansaço de Chris resultaram em um grande tombo onde quebrou duas costelas.


Ao sétimo dia chegaram, maltratados, ao acampamento base onde todos acreditavam que já estavam mortos, e onde ainda viveram um último contratempo após esperar um longo tempo pelo socorro. Ao subir no helicóptero de salvamento, este se precipitou no vazio causando um aparatoso acidente, felizmente sem vítimas mas que demonstrou que a sorte acompanhou o homem até o final. A batalha com "O Ogro" tinha enfim sido vencida mas a guerra com a montanha seguia ainda vigente



Doug Scott em meio a uma nevasca. Observe como ele protege os joelhos.



Doug Scott após descer O Ogro.


Doug Scott e Chris Bonington não terminaram suas carreiras como alpinistas no "O Ogro". Só foi o princípio de uma das melhores duplas de alpinistas da história. Doug Scott já escalou o Everest e os "Seven Summits". Chris já subiu O Everest quatro vezes e pela primeira vez o Annapurna pela face sul. Foi nomeado Cavaleiro do império Britânico.




Doug Scott e seu colega Chris Bonington na atualidade

domingo, 20 de setembro de 2009

Viking











Por Rainer Sousa



Os vikings são uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.

A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.

O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.

As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.

Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.

A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.

O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.

Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.

Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.