quinta-feira, 25 de março de 2010
Cirurgia cerebral a ritmo de banjo
O músico Eddie Adcock fez uma operação no cérebro enquanto tocava banjo sobre a mesa de operações. A decisão de tocar o intrumento durante a intervenção não foi uma excentricidade arbitrária, senão uma condição estritamente necessária para a operação. Os neurocirurgiões que fizeram a operação precisavam conhecer com exatidão suas reações para ajustar milimetricamente os eletrodos que estimularão seu cérebro e evitarão o tremor nos braços que lhe impede de tocar.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Death bonds: o investimento da morte
Bancos de Wall Street inventam um novo jeito de ganhar dinheiro: apostar na morte das pessoas.
Eles já apostaram em quase tudo. Depois de negociar em ações e petróleo, resolveram especular com financiamentos imobiliários - e quase quebraram a economia global. Agora os bancos de Wall Street inventaram um novo jeito de tentar ganhar dinheiro: apostar na morte das pessoas. Eles pretendem criar um novo tipo de investimento, que está sendo apelidado de death bond - "título da morte", em inglês - e basicamente consiste no seguinte. Os bancos compram os seguros de vida de idosos e revendem para investidores. Aí, quanto mais rápido os velhinhos morrerem, maior o ganho dos investidores.
Por incrível que pareça, já existem pelo menos 9 bancos, entre eles gigantes como Goldman Sachs e Credit Suisse, interessados na novidade. E os envolvidos dizem que isso não tem nada de mais. "Não há nada de imoral em oferecer uma oportunidade aos idosos que estejam precisando de dinheiro", afirma Will Menezes, gerente da Life Insurance Settlement Association (associação de empresas que negociam seguros de vida nos EUA). Mas o novo negócio tem detalhes de arrepiar. Com os avanços da medicina, no futuro os idosos poderão viver mais - o que faria os investidores perder dinheiro. Por isso, os bancos pretendem selecionar pessoas com as mais variadas doenças. Acredita-se que os death bonds possam atrair US$ 160 bilhões em investimentos. Mas o governo dos EUA, cuja negligência com os bancos de investimentoajudou a detonar a crise econômica mundial, jura que está de olho neles - e acaba de formar uma comissão especial que vai fiscalizar os títulos da morte.
Rendimento macabro
Quanto antes o velhinho morrer, melhor.
O IDOSO
Para conseguir dinheiro, um homem (ou mulher) de 60 anos vende seu seguro de vida ao banco, que paga 40% do valor total da apólice - neste exemplo, US$ 400 mil*.
O APOSTADOR
O banco compra milhares desses seguros e agrupa em títulos financeiros (bonds), que são revendidos a investidores do mercado financeiro.
A MORTE
Agora, existem 3 possibilidades.
MORTE NA IDADE ESPERADA
Vinte anos depois, o idoso morre. O valor total do seguro, US$ 1 milhão, vai para o investidor. Ele lucra US$ 600 mil, ou 130% do que havia aplicado. Isso dá 6,5% de ganho por ano.
MORTE PREMATURA
O idoso morre após 5 anos. O investidor recebe o US$ 1 milhão do seguro. Seu lucro foi de 130% em apenas 5 anos - equivalente a 26% por ano de investimento. Uhu!
MORTE TARDIA
O idoso vive mais 30 anos. Os 130% de lucro, divididos por 30, dão apenas 4,33% de rendimento por ano - menos do que o investidor teria ganho aplicando em outra coisa.
por Marcos Ricardo dos Santos
Eles já apostaram em quase tudo. Depois de negociar em ações e petróleo, resolveram especular com financiamentos imobiliários - e quase quebraram a economia global. Agora os bancos de Wall Street inventaram um novo jeito de tentar ganhar dinheiro: apostar na morte das pessoas. Eles pretendem criar um novo tipo de investimento, que está sendo apelidado de death bond - "título da morte", em inglês - e basicamente consiste no seguinte. Os bancos compram os seguros de vida de idosos e revendem para investidores. Aí, quanto mais rápido os velhinhos morrerem, maior o ganho dos investidores.
Por incrível que pareça, já existem pelo menos 9 bancos, entre eles gigantes como Goldman Sachs e Credit Suisse, interessados na novidade. E os envolvidos dizem que isso não tem nada de mais. "Não há nada de imoral em oferecer uma oportunidade aos idosos que estejam precisando de dinheiro", afirma Will Menezes, gerente da Life Insurance Settlement Association (associação de empresas que negociam seguros de vida nos EUA). Mas o novo negócio tem detalhes de arrepiar. Com os avanços da medicina, no futuro os idosos poderão viver mais - o que faria os investidores perder dinheiro. Por isso, os bancos pretendem selecionar pessoas com as mais variadas doenças. Acredita-se que os death bonds possam atrair US$ 160 bilhões em investimentos. Mas o governo dos EUA, cuja negligência com os bancos de investimentoajudou a detonar a crise econômica mundial, jura que está de olho neles - e acaba de formar uma comissão especial que vai fiscalizar os títulos da morte.
Rendimento macabro
Quanto antes o velhinho morrer, melhor.
O IDOSO
Para conseguir dinheiro, um homem (ou mulher) de 60 anos vende seu seguro de vida ao banco, que paga 40% do valor total da apólice - neste exemplo, US$ 400 mil*.
O APOSTADOR
O banco compra milhares desses seguros e agrupa em títulos financeiros (bonds), que são revendidos a investidores do mercado financeiro.
A MORTE
Agora, existem 3 possibilidades.
MORTE NA IDADE ESPERADA
Vinte anos depois, o idoso morre. O valor total do seguro, US$ 1 milhão, vai para o investidor. Ele lucra US$ 600 mil, ou 130% do que havia aplicado. Isso dá 6,5% de ganho por ano.
MORTE PREMATURA
O idoso morre após 5 anos. O investidor recebe o US$ 1 milhão do seguro. Seu lucro foi de 130% em apenas 5 anos - equivalente a 26% por ano de investimento. Uhu!
MORTE TARDIA
O idoso vive mais 30 anos. Os 130% de lucro, divididos por 30, dão apenas 4,33% de rendimento por ano - menos do que o investidor teria ganho aplicando em outra coisa.
Manchas em Betelgeuse
Betelgeuse é, além de um astro com um nome estranhamente raro (de origem árabe), uma estrela que se destaca por seu enorme tamanho. Não está entre as 10 estrelas mais próximas ao sol, senão que se encontra a 650 anos luz. Alguns cientistas crêem provável que esta bomba gigante exploda, se convertendo em uma supernova, quando ainda estivermos por aqui. Uma preocupação a mais para os "conspiranóicos" e criadores de catástrofes!Pois bem, agora os astrônomos Xavier Haubois e Guy Perrin do Observatório de Paris, após estudarem os dados tomados em 2005 por uma equipe de telescópios que operavam em luz óptica e infravermelha a partir do Texas, empregaram-nos para reconstruir a imagem infravermelha da estrela em massa. A imagem conseguida (ver primeira foto) tem um grande detalhe, e revelou que a superfície desta gigante vermelha tem duas manchas brilhantes, assim como as de nosso sol, que poderiam mostrar a influência do campo magnético de Betelgeuse sobre sua superfície.
O resultado desta pesquisa foi publicada em Astronomy & Astrophysics.
O campeão dos verdugos
O anjinho da foto abaixo chamava-se Vasili Mikhailovich Blokhin e tem a terrível e truculenta honra de ser o carrasco mais eficiente da história, ao menos no que se refere a quantidade de pessoas executadas por ele próprio. Suas execuções podem chegar a dezenas de milhares e sua (triste) maior marca está estabelecida em 7 mil pessoas em 28 noites. Ainda que as primeiras mostras de suas habilidades começaram a aparecer durante o Expurgo Stalinista, foi durante a invasão soviética da Polônia em 1940 que este carniceiro passou a dar o melhor de si mesmo.
Sob o amparo da Ordem Nº00485, emitida pela temida NKVD (Comissariado popular de assuntos internos,) e que dava luz verde à execução de oficiais poloneses, Vasili montou seu açougue particular em um campo de prisioneiros de guerra.
Primeiro fazia os prisioneiros passarem, um a um, em uma habitação pintada de vermelho conhecida como a Casa Stalinista. Ali realizava uma identificação superficial do prisioneiro e seguidamente fazia-o ir a uma habitação contígua que tinha as paredes acolchoadas e o piso inclinado para um sumidouro para sua melhor limpeza.
Soldados poloneses conduzidos ao campo de concentração.
Ali Vasili esperava, vestido com um avental de couro -igual ao utilizado pelos açougueiros- e luvas que cobriam até os ombros para proteger seu uniforme contra o salpique de sangue. Sem nenhum preâmbulo, colocava o prisioneiro contra a parede e desfechava um único disparo na cabeça. Vasili tinha um maleta com diversas pistolas, todas alemãs da marca Walther . Dizia que as soviéticas não aguentavam o seu ritmo e que as alemãs eram mais fiáveis e resistentes.
Depois o cadáver era retirado e entrava o seguinte. Com este sistema a intenção de Vasili era conseguir 300 executados por noite, em 10 horas de trabalho, mas ficou muito chateado por não conseguir a produção de 250 por noite, isto é, uma pavorosa média de um morto a cada dois minutos aproximadamente.
A cada noite eram necessários dois caminhões para transportar os corpos e tinham que cavar mais de vinte trincheiras em um bosque próximo para enterrá-los. Assustador.
Após a morte de Stalin e apesar de sua baixa com honras por seus "irretocáveis serviços", a Vasili sendo esquecido e encurralado assim como o período escuro do stalinismo. Morreu só, alcoólatra e por motivos não muito claros.
Monumento aos mortos no Massacre de Katyn.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Uma lágrima para a história
Uma noite de 1922, cansado e pressionado pelo trabalho de suas últimas pesquisas sobre as bactérias, Alexander Fleming descarregou seu estresse em forma de lágrimas. No dia seguinte descobriu que o local onde tinha caído uma lágrima no recipiente com amostras de bactérias, apresentava um vazio.Fleming prontamente suspeitou que as lágrimas podiam ter alguma propriedade, e de fato conseguiu extrair uma enzima que eliminava as bactérias sem causar dano ao tecido humano.
Alexander Fleming acabara de descobir a lisozima, uma proteína antimicrobiana que mata as bactérias, mas não os glóbulos brancos. A lisozima é abundante em numerosas secreções como a saliva, as lágrimas, muco nasal e também pode ser encontrada na clara de ovo.
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